Escrita Automática - Segundo Encontro 25/09


   No nosso segundo   realizamos um exercício de escrita automática com base no nosso tema base dentro desse período de pandemia: Falando sobre as várias facetas de um ser em relação com seus sentimentos e emoções em período de isolamento. Segue o resultado da escrita automática cada um:


Ander Keller: 

   Mole. O calor me deixa mole. Estava frio e agora voltou a esquentar. Se todas as manhãs durante a pandemia fosse  de chuva eu juro que nunca mais sairia da cama. . Pra falar a verdade eu já não saio da cama em manhãs de calor. Eu não saio da cama. Meu pulso dói por movimentos de se ler. Eu amo o clima frio. Mas o clima não tá fazendo muita diferença  nessa inércia de pensamentos que dançam na minha cabeça e eu só! PARADO. E tudo se repete, a falta de ação veio muito antes desse clima bom.

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Júlia Karla Perdiz:

Eu acho que o importante é o registro, o registro desse inferno chamado pandemia. O registro do tédio insuportável, dó ódio ao Bolsonaro, só choro de desespero e da vontade de mandar geral tomar no cu.

Nossos registros são revolucionários e tem um papel histórico de dar voz aos que não são ouvidos. 

Nosso registro mostra ao mundo que o que acontece não é como o presidente coloca.

Penso que registrar os sentimentos, além de denuncia é auto conhecimento desesperado por descobrir que posso ser insuportável.

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Edenilson Carlos:

Meus pensamentos estão confusos, minha mãe tá me enchendo o saco demais.

Muita pressão na minha cabeça eu queria sair gritando por ai

Eu quero transar e meter um murro em alguém.

Preciso produzir um projeto que eu comecei.

Que saudade das minhas tias que estavam aqui em casa.

A música nova da Anitta com a Cardi B é uma merda demais.

Eu queria uma janela no meu quarto ia ser bem mais iluminado.

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POSSÍVEIS CENAS OU DIÁLOGOS A PARTIR DESSE MATERIAL
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 Quando a gente foi comentar os resultados das escritas, o Edenilson não pode comentar livremente porque seus familiares estavam por perto e não iriam gostar se ouvissem o que ele tinha pra falar da sua escrita e de como vem se sentindo em isolamento. E então ele cochichou o que estava sentindo.

Isso nos deu a ideia de uma cena em que o personagem não pode falar em voz alta tudo o que sente  e vai estar sempre sussurrando pelos cantos da sua casa enquanto fala com  amigos por ligação  ou escreve seus sentimentos em um diário. 

Ficou combinado que nossos encontros serão sempre  as quintas. Isso deu a ideia de mostrar um grupo de amigos que sempre se encontra na quinta feira pra falar mal de quem não tá cumprindo a quarentena 


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